Durante os capítulos lidos, Russell Shedd elenca uma série de pontos de partida para a compreensão do que é a Adoração Bíblica. Dentre as palavras do autor, destacam-se:
- Estar no culto não é cultuar, por si só.
- Deus requer espiritualidade e verdade e só se agradará de quem cumpre suas exigências.
- Nossa “santidade” é arrogante, mas arroga para si o que não é seu, pois não cumpre as exigências, tal qual os antigos fariseus.
- A maneira de uma igreja adorar reflete sua teologia.
- A pontuação de diversas formas de culto: carismático, onde as manifestações são visíveis, emocionais, sonoras, plásticas; didático ou pedagógico, onde a Palavra é o centro; Eucarístico, onde a Ceia é o centro do Culto; Kerugmático, onde o foco é a evangelização dos não-convertidos; Cultos que privilegiam a comunhão; o diakonal, onde o foco é o necessitado. Todos são modelos externos e válidos, mas que não contemplam o interno, que não pode ser visto.
- Deus preocupa-se mais com o coração, mesmo que as Escrituras não façam divisão na totalidade do homem. A Expressão revela mais sobre a atitude real na mente do fiel.
- Há uma latente falta de equilíbrio entre a formalidade e a liberdade no culto.
- Adoração como resposta e celebração a tudo que Deus fez e ainda faz.
- Adoração como reverência, prostração, reconhecimento de pequenez diante de Deus.
- Adoração como serviço a Deus.
- Adoração como serviço ao próximo e à Igreja e nisto, servir a Deus.
- Fazer um comentário crítico pessoal, destacando os pontos mais significativos (méritos e deméritos) do texto.
Shedd destaca os principais pontos do que é Adoração a partir de uma perspectiva bíblica, em todo o tempo relacionando a mesma com o culto.
Ao mesmo tempo em que há um embasamento muito forte das Escrituras e uma argumentação perfeita sobre a Adoração, Shedd limita a sua análise ao culto como rito, como expressão litúrgica.
Pareceu-me que, ao mesmo tempo, ele descarta a vida como culto e a adoração como vida, ou seja, que a adoração é parte inerente da vida do cristão, como uma maneira, um estilo de viver, como se tudo o que o cristão fizesse fosse parte de seu culto e reverência ao seu criador.
Para além disso, o autor é muito preciso em elencar as definições de adoração e esclarecer as dificuldades em fazer isto, pois é um termo que é utilizado para algumas variações e significados diferentes.
Adorar é servir com a própria vida, seja no culto seja no dia-a-dia.
- Relacionar as contribuições do texto para você.
Esta é uma temática que me é muito cara. Por toda a relação que tenho com o tema, que leciono e sobre o qual já realizei seminários, tenho muita atenção a tudo que é escrito sobre o tema.
Já havia lido o texto anteriormente, e relido durante a disciplina que o utilizou como texto de apoio e tive bastantes dificuldades com as observações que fiz acima, pois me pareceu que, em determinado ponto, Shedd limita seu texto a apresentar traduções e contextualizações dos termos e deixa o lado prático do que seria Adoração para, talvez, responder mais adiante em seu texto.
Nesta terceira leitura, foi possível perceber que, quando ele fala em servir, ele abre um novo caminho que pode sim ir para além do culto ritual e passar ao culto vivido no dia-a-dia.
Ainda que tenha contribuído muito para meu crescimento e provocado novas perguntas, mantenho certa dificuldade com o texto e continuarei me debruçando sobre o mesmo.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
SHEDD, Russell. Adoração Bíblica. São Paulo: Vida Nova, 1987.
