
Ontem meu segundo texto do dia foi bem aceito. Recebi várias mensagens, até de gente que insiste em não curtir as coisas, se identificando com o texto.
Todo mundo tem seus esqueletos no armário e todo mundo passa por mortes em vida.
Faz parte do Itinerário da nossa existência estarmos sujeitos a sermos amados e odiados. Muitas vezes a vida nem cobra um preço por isso, é de graça.
Infelizmente, o mundo é maniqueísta, dicotômico. Só pode haver luz ou sombras, bem ou mal, ser ou não ser, eis a questão…
Um mundo que tenha sol, mas que também enfrente nuvens de vez em quando não é bem aceito pela sociedade dos coachs do positivismo extremo.
Vivemos sob a pressão de termos a vida perfeita, e isso exige muito de nós. Parece que não estamos preparados pra enfrentar as adversidades cotidianas.
E isso inclui as relações.
Nunca esqueci de uma frase de um palestrante, quando este falou que viver era sobre conviver. Porque ela traz um alerta e um alento…
Um alerta, porque diz que não estamos sozinhos no mundo, e por mais que sejamos nós por nós, também há que se viver o nós por eles/elas.
Um alento porque, entendido isso, nunca estamos sozinhos.
Viver as mortes que em vida morremos ou que morrem pra nós é saber que o luto sempre vai ocupar um espaço na nossa existência, mas a vida volta a florescer, apesar dele.
Obrigado, amigas e amigos por me darem atenção em um dia qualquer, em um texto despretensioso, mas onde, depois de muito tempo, me senti feliz por ser lido.
