
Jesus foi um cara engraçado.
Fazia tudo ao contrário do óbvio, era contraventor das regras impostas pela religião, andava com pessoas rejeitadas pela sociedade, comia e bebia bastante, desafiava os líderes religiosos, tudo na maior paz.
Quer dizer, teve aquela vez que ele saiu quebrando tudo, mas ninguém tem paz o tempo todo, né? E se nem jesus teve, que se dirá de nós… Jesus fanfarrão…
Eu fico olhando pra Jesus e pensando no quanto a religiosidade regride o ser humano. Não confundam fé com religiosidade…
Numa sociedade em que virou moda se dizer cristão, falar em Deus, postar sobre deus, fazer gol e dizer que foi deus, nada se tem de jesus nisso.
São meras religiosidades, calçadas numa fé positivista, dogmática, cheia de regras patéticas e preconceituosas.
Não consigo conceber uma fé que divide ao invés de unir. Que afasta ao invés de aconchegar, que humilha ao invés de se humilhar.
Mesmo quando há erro, o caminho de jesus é o do perdão e do convite a viver uma nova vida e não do julgamento e afastamento da sociedade.
Que fé é essa que diz seguir o cristianismo, mas se afasta de jesus?
Prefiro quebrar regras, me unir a quem é marginalizado, ser excomungado.
Prefiro a fé num deus que une, que ama, que não faz acepção de pessoas. Num deus que cura ao invés de ser a causa da dor. Prefiro me sentar na roda dos escarnecedores do que na dos pseudo crentes.
“Ah, mas não julgueis…”… Vocês sabem que não é isso que está escrito. Que devemos julgar com retidão. E fica muito fácil distinguir os tipos de fé.
Prefiro essa fé pés no chão e que nisso alça vôos muito maiores do que nossos olhos alcançam.
Prefiro a fé de jesus, que viveu no povo e para o povo.
Tô cansado…
