
Me propus a escrever um textinho por dia no Feed, mesmo que minha audiência seja literalmente de duas pessoas.
Ontem recebi um feedback de que um dos meus textos, alguma das palavras, serviu pra alguma coisa. Isso me deixou feliz num dia triste.
É meio que como um disco, né? Você vai lá, com todo afinco, transborda sua arte em um álbum de 8, 9 faixas e, às vezes, uma música pega, quando pega.
Porém aquela música que virou hit te transforma. Você fez sentido pra algumas pessoas!
Às vezes, se compra um disco por causa de uma música! Ou se comprava. Agora são os streamings.
Mas, mesmo nos streamings, a gente monta nossas playlists e escolhe aquela uma música de um artista e só ela. O artista tem 15 álbuns 130 músicas, mas é aquela única que fez sentido pra você, que te marcou, que transbordou em você.
Vejo minha capacidade de escrever voltando. Foram 3 anos e meio quase desde a internação e minha total limpeza das drogas e bebida. Ainda ontem comentava de quando as farmácias já não queriam mais vender o medicamento pra mim e eu tinha que ir em outros bairros pra buscar a droga.
Mas hoje escrevo melhor. Não ainda como fazia no início, mas já bem melhor.
Aí resolvi escrever.
Se fizer sentido pra mim já está suficiente. Se alguém mais gostar de alguma frase ou trecho já vou ficar feliz.
Vou continuar a escrever. Como alguém que compõe. Pra ganhar o mundo.
Aliás, queria poder abrir meu Instagram de novo, para poder colocar hashtags e, quem sabe, ganhar mais algum leitor… Mas aquelas duas pessoas que me perseguem podem aparecer novamente e me incomodarem. O que faço?
Por ora, vou escrevendo no meu mundinho de 329 seguidores, dos quais 15 recebem o texto, 3 lêem, 1 comenta e pra um faz sentido.
Já ganha o meu dia.
Agora, com licença que estou em horário comercial e preciso continuar escutando minhas músicas.
