
Conheci o Glen em 2009, em Carazinho, no interior do RS. Num quarto/sala, deitado no chão, com a minha banda, F5, através do @jeisilvanno , que apresentou o filme Once: Apenas uma vez, pra mim.
Foi impactante.
Era tudo o que eu pensava sobre arte, relações, música e vida.
Depois disso, veio a era do Spotify e, com ele, passei a devorar ininterruptamente, as músicas do Glen e da Markéta.
Eles haviam vencido o Oscar com uma música do filme.
Glen tinha um jeito peculiar de viver e explorar a arte. Com seu violão surrado, sua estética rock/folk, sua voz rasgada, letras profundas e impactantes…
Ultrapassou as fronteiras da Irlanda e ganhou o mundo.
Perder Glen não estava nos planos. É triste, devastador, pra mim, perder uma referência.
Ele tinha acabado de lançar trabalhos com a Swell Season, com a Markéta, e um álbum solo.
O artista que parte, em parte, permanece através de sua arte. Vou continuar ouvindo Glen todos os dias e honrando seu legado.
Ah, a morte… Algumas mortes são inexplicáveis… A morte é inexplicável. Mas quero crer que não será o final e que, um dia, ainda vou a um concerto do Glen.
Que descanse em paz, Glen.
Sua arte, sua melancolia, tristeza e felicidade inspiram e continuarão a inspirar.
