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CENAS DO COTIDIANO 280726

Ontem foi muito pesado pra minhas doenças.
Eu estou mal.

Me alertaram de que os alagamentos são desde sempre e eu tô culpando os políticos de agora. Ora, alguém deu jeito? Pior! Prometeram e afirmaram que estava tudo bem.

Mas tudo bem.

Sigo cantando na chuva.

Uma música calma, triste e melancólica.

É muito difícil, pra mim, controlar as emoções quando elas extravasam assim. Eu fico muito nervoso. Hoje pela manhã estava tremendo.

E ainda tem mais uma noite de caos.

Mas vai passar. Se a Sandy prometeu, ela há de cumprir.

Queria ter condições financeiras de bancar um aluguel e morar num apartamento no 3o andar. Só eu, minha TV, meu gato, minha vitrola e minhas mil caixas de som espalhadas pela casa.

Mas não dá.

E eu ficaria sem o café da mãe também. Definitivamente, não dá.

Gene Kelly estava bem doidão, desafiando as nuvens, se alegrando na chuva quando cantou essa canção.

Eu lembro de quando a chuva era um momento gostoso de aconchego, café, bolinho de chuva e família. Ou cama e filme, debaixo das cobertas.

Hoje a simples previsão de chuva já causa ansiedade descontrolada. O início dos gotejares no telhado, que antes era prenúncio de um sono delícia, agora é momento de tensão.

Mas vai passar. Oswaldo Montenegro também falou que, de algum jeito, isso vai passar.

E eu quero crer em duas melhores, sempre.
Tento ser positivo em maio ao caos, mesmo eu sendo um realista convicto.

Porém, é difícil.

Mas, encerrando esse desabafo, dizia aquela velha canção que quem não sai na chuva não aprende a se molhar… Não lembro quem canta, mas não tá com nada, não tá com nada…

rodrigocmagalhaes

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