
Once é um filme de 2007, do gênero drama musical.
Eu não poderia deixar de assistir a esse filme que mudou minha vida depois da tragédia que vitimou Glen Hansard.
Por isso, hoje o textinho é no Feed.
O filme é tocante de tantas formas que seria chover no molhado dizer que é perfeito.
A química entre Glenn e Markéta não se dá no amor romântico, mas sim na amizade e no encontro de almas musicais.
A cena na loja de música, já tão reproduzida hoje, inclusive por mim, é de um absurdo tão grande que, às vezes, a gente esquece de que são dois artistas musicais ali e se coloca no lugar deles pra sentir um pouquinho da emoção.
A ideia de gravar, os músicos chamados, o estúdio, a descrença do técnico de áudio no início até virar cúmplice da banda, o passeio no carro… Tudo é encantador.
Dialoga com a arte, com as dificuldades do meio musical, onde qualidade nem sempre quer dizer oportunidade, e você tem que ganhar a vida por outros meios porque pra aquilo que você nasceu, você não se sustenta.
O encontro de almas entre os personagens de Glen e Markéta é lindo, a maneira como eles rapidamente desenvolvem uma parceria de instrumentos e voz é absurda e as músicas são poderosas, são letras profundas em melodias que navegam num mar calmo e são sustentadas por uma harmonia linda.
A amizade dos dois é linda. Eles se tornam cúmplices, dividem a vida, fazem planos, chegam a pensar num futuro juntos, mas eles querem mesmo é se reencontrarem nos braços de seus amores.
O final, quando ele abre mão de parte do dinheiro que o pai deixou pra que ele desse entrada no apê em Londres pra comprar um piano pra Markéta é surreal.
Dialoga com a vida. A simplicidade e a profundidade da vida de um artista. Os desafios e as pequenas vitórias, como um elogio do seu pai.
Inesquecível. Eu já sei o filme de cor, de tanto que já assisti, mas fazia uns bons seis anos que não o fazia.
Está disponível para alugar no Prime Vídeo.
